Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Bombeiros constroem muro e piscina de R$ 15 milhões na Praia da Barra; MP investiga

Ambientalistas questionam construção de piscina na Praia da Barra, alegando impactos ecológicos em Área de Proteção Ambiental.

Obra para a construção da piscina semiolímpica para uso dos bombeiros do 2° GMar, na Praia da Barra (Foto: Reprodução/Instagram)
0:00
Carregando...
0:00

Uma obra de R$ 15 milhões está sendo realizada na Praia da Barra, no Rio de Janeiro, para a construção de uma piscina semiolímpica destinada ao treinamento de salva-vidas. A intervenção ocorre em uma Área de Proteção Ambiental (APA) e tem gerado polêmica entre ambientalistas e autoridades.

Recentemente, ambientalistas denunciaram o projeto ao Ministério Público, questionando a necessidade da piscina, uma vez que os salva-vidas tradicionalmente utilizam o mar para treinamento. A obra, que inclui um muro de contenção de dois metros de altura, é criticada por comprometer a conexão ecológica entre a restinga e o mar, além de desrespeitar o plano de manejo da orla.

A arquiteta e doutora em arquitetura sustentável, Isabelle de Loys, expressou preocupações sobre a localização da obra, que está em uma área vulnerável a ressacas. Ela afirma que o investimento público é inadequado, considerando o histórico de danos na região. De acordo com Isabelle, a construção ignora os riscos associados às mudanças climáticas.

Defesa do Projeto

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) defende a legalidade do projeto, afirmando que seguiu todos os trâmites de licenciamento ambiental. A corporação destaca que a piscina é essencial para a capacitação contínua dos guarda-vidas, já que o 2º Grupamento Marítimo é a base do Curso de Salvamento Marítimo.

O valor total da obra é de R$ 14.592.068,69, que inclui a construção da piscina e do muro de contenção, além de reformas na unidade. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento afirma que a intervenção é uma reforma de uma estrutura existente desde a década de 1970 e não infringe a legislação ambiental.

Até o momento, o Ministério Público e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) não se manifestaram sobre a denúncia. A situação continua a ser monitorada, enquanto a obra avança na Praia da Barra.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais