Google anunciou a remoção de quase 11.000 canais do YouTube vinculados a campanhas de propaganda estatal de países como China e Rússia. A ação, realizada no segundo trimestre de 2023, é parte dos esforços da empresa para combater a desinformação e operações de influência coordenadas.
Dentre os canais removidos, mais de 7.700 estavam associados à China, promovendo a República Popular e defendendo o presidente Xi Jinping. O conteúdo era veiculado em chinês e inglês, abordando temas como política externa dos Estados Unidos. Já os canais russos, que totalizaram mais de 2.000, criticavam a Ucrânia, a OTAN e o Ocidente, utilizando múltiplas línguas.
A Google já havia tomado medidas em maio, ao remover 20 canais do YouTube e outros perfis ligados à RT, a mídia estatal russa. Essa plataforma é acusada de financiar influenciadores conservadores para promover conteúdo nas redes sociais, especialmente em um ano eleitoral nos EUA. Entre os influenciadores mencionados estão Tim Pool, Dave Rubin e Benny Johnson.
Ações Contínuas
Desde o início da guerra na Ucrânia, em março de 2022, o YouTube começou a bloquear canais da RT. A remoção de contas é parte do trabalho do Google Threat Analysis Group, que visa neutralizar campanhas globais de desinformação. O relatório do segundo trimestre também destacou a exclusão de campanhas de influência ligadas a Azerbaijão, Irã, Turquia, Israel, Romênia e Gana, que visavam adversários políticos.
Além disso, a Google já havia removido mais de 23.000 contas no primeiro trimestre de 2023. Em um movimento paralelo, a Meta anunciou a exclusão de cerca de 10 milhões de perfis que se passavam por grandes produtores de conteúdo, como parte de sua luta contra o que classificou como “conteúdo spam”.
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