O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sancionou uma nova lei que permite o recrutamento de voluntários com mais de 60 anos para funções não combatentes nas Forças Armadas. A medida, assinada em 29 de outubro, surge em resposta à grave escassez de tropas enfrentada pelo país devido à invasão russa.
A legislação estabelece que os voluntários devem ser aprovados em um exame médico e pelas autoridades militares. Além disso, cada novo recruta passará por um período probatório de dois meses para avaliar sua aptidão. Não há uma idade máxima definida para o serviço militar, refletindo a urgência da Ucrânia em aumentar seu contingente.
A situação militar se agrava com a intensificação dos ataques russos, especialmente no leste e em novas frentes, como na região de Sumi. O governo ucraniano já havia tentado outras estratégias para aumentar o número de recrutas, como a redução da idade mínima para o recrutamento obrigatório de 27 para 25 anos, programada para abril de 2024. Também foi lançado um programa de incentivos financeiros para jovens de 18 a 24 anos, mas a adesão foi abaixo do esperado.
O sistema de recrutamento atual é amplamente criticado por ser considerado injusto e ineficaz, levando muitos homens adultos a evitarem os centros urbanos para não serem recrutados à força. A lei marcial em vigor proíbe a saída do país para a maioria dos homens, exceto em casos excepcionais, resultando em um aumento de tentativas de evasão, muitas vezes arriscadas e custosas.
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