O governo Lula optou por não anunciar medidas contra o aumento de tarifas comerciais imposto pelos Estados Unidos antes do retorno do Congresso, marcado para 4 de agosto. A decisão visa garantir apoio dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, respectivamente, antes de qualquer retaliação.
Em reunião no Palácio do Planalto, realizada na quinta-feira, 31, Lula discutiu com ministros as possíveis reações ao tarifaço. Entre os participantes estavam Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil). O governo avalia a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, mas ainda não há consenso sobre a melhor abordagem.
Motta, em discurso na ONU, afirmou que o Brasil está preparado para responder a práticas comerciais discriminatórias, prometendo uma resposta “serena, mas firme”. Alcolumbre, por sua vez, defendeu uma “solução equilibrada” para o problema. Apesar de uma postura pública moderada, a expectativa é que ambos os líderes estejam alinhados com o governo nas decisões futuras.
Atualmente, a prioridade do Planalto é proteger empregos e apoiar empresas brasileiras afetadas pelas tarifas. A estratégia é ganhar tempo, construir uma unidade política e evitar respostas apressadas, mantendo a soberania nacional em foco.
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