A COP30, conferência climática da ONU, ocorrerá em Belém, Brasil, de 10 a 21 de novembro. Apesar das críticas sobre a infraestrutura e os altos preços de hospedagem, o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, reafirmou que o evento será mantido na cidade. Ele destacou que o governo está buscando soluções para os custos elevados, que estão impactando a participação de delegações de 25 países.
Os preços de hospedagem em Belém estão 10 a 15 vezes acima do normal, levando a uma “sensação de revolta” entre países em desenvolvimento. O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, confirmou que não há planos para mudar a sede do evento, apesar das solicitações de alguns países. Ele ressaltou que a participação universal é crucial para a legitimidade da conferência.
A situação gerou uma reunião de emergência da UNFCCC, onde o Brasil se comprometeu a apresentar soluções até 11 de agosto. O governo já anunciou a reserva de 2.500 quartos com tarifas entre US$ 100 e US$ 600, além de dois navios de cruzeiro para acomodar participantes. No entanto, a demanda ainda supera a oferta, especialmente para delegações de países menos favorecidos.
A crise de hospedagem em Belém é vista como um desafio logístico significativo. O secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, alertou que a falta de acomodações adequadas pode comprometer as resoluções da COP30. A escolha de Belém como sede foi considerada uma oportunidade única, mas a situação atual levanta preocupações sobre a capacidade de receber todos os delegados.
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