A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) enfrenta um impasse jurídico significativo, com cerca de 6 mil ações judiciais relacionadas a promoções por antiguidade. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) está analisando o caso no contexto de um Incidente de Recursos Repetitivos (IRR), que pode padronizar as decisões sobre essas ações.
O IRR, que deve ser pautado ainda este semestre, tem o potencial de reduzir o volume de litígios na Justiça Trabalhista. As promoções por antiguidade foram implementadas quando a Corsan ainda era estatal, e o TST já reconhece a validade dos critérios utilizados pela companhia. No entanto, as decisões do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região divergem da jurisprudência superior, com quase 60% dos acórdãos regionais indo contra as decisões do TST.
A Corsan, uma das empresas com o maior número de ações trabalhistas, argumenta que possui critérios objetivos para as promoções, o que pode complicar a aplicação de uma tese genérica sobre o tema. Atualmente, as ações continuam sendo julgadas individualmente, sem uma suspensão até que o TST finalize o julgamento do IRR.
A expectativa é que a decisão do TST traga mais clareza e uniformidade ao tratamento das ações, beneficiando tanto a companhia quanto os trabalhadores envolvidos. A situação permanece em evolução, com a comunidade jurídica atenta ao desfecho que poderá impactar significativamente o cenário trabalhista no Brasil.
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