O ex-ministro da Justiça Anderson Torres apresentou suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde é réu em um processo que investiga a tentativa de golpe para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Torres nega as acusações do Ministério Público Federal (MPF) e pede sua absolvição, alegando falta de provas e que a invasão dos prédios dos Três Poderes não tinha potencial para depor o governo.
Em sua defesa, Torres argumenta que as acusações se baseiam em insinuações e narrativas artificiais. Ele destaca que a invasão não teve impacto suficiente para ameaçar a legitimidade do governo, que rapidamente expulsou os invasores. A defesa também ressalta que o STF não é o foro competente para julgar o caso, uma vez que Torres, como ex-secretário de Segurança Pública, não possui mandato ou prerrogativa de foro.
Os advogados de Torres afirmam que a narrativa apresentada na denúncia não possui lastro probatório mínimo e que não há conexão entre ele e autoridades que tenham direito a esse foro. A alegação final foi entregue ao ministro Alexandre de Moraes, que preside o caso. A expectativa é que o STF analise as alegações e decida sobre o futuro do ex-ministro no processo.
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