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Dino afirma que leis de outros países não têm validade no Brasil após críticas de Moraes

Flávio Dino determina que sanções estrangeiras precisam de homologação do STF para serem válidas no Brasil, reforçando a soberania nacional

Ministro Flávio Dino durante sessão do STF (Foto: Gustavo Moreno/STF/07-08-2025)
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O ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou nesta segunda-feira, 18 de setembro, que leis e decisões de outros países não têm validade automática no Brasil. A medida surge após os Estados Unidos imporem sanções ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky, que bloqueia bens e proíbe a entrada de indivíduos sancionados no território americano.

Dino convocou uma audiência pública para discutir a nova diretriz e notificou instituições financeiras, como o Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), sobre a necessidade de homologação do STF para que ordens estrangeiras tenham efeito no Brasil. Ele destacou que atos administrativos e ordens executivas de outros países não se aplicam a bens ou pessoas no Brasil sem essa validação.

A decisão foi motivada por uma ação do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que questionou a legalidade de municípios brasileiros contratarem escritórios estrangeiros para ações em tribunais internacionais. Dino enfatizou que a imposição de leis estrangeiras pode violar princípios do Direito Internacional, desrespeitando tratados que protegem civis em conflitos armados.

Implicações da Decisão

A nova interpretação de Dino impede que Estados e municípios brasileiros proponham novas demandas em tribunais estrangeiros. A decisão é vinculante e reforça a soberania nacional, afastando a possibilidade de interferências externas em contratos e direitos estabelecidos no Brasil. Nos bastidores do STF, a avaliação é de que essa medida serve como um reforço contra a aplicação de leis estrangeiras no país.

A sanção a Moraes, anunciada em julho, intensificou as tensões nas relações entre Brasil e Estados Unidos. A Embaixada dos EUA reiterou que as sanções são válidas e que decisões de tribunais estrangeiros não podem anular essas medidas. A situação reflete um momento delicado nas relações internacionais e a necessidade de proteger a autonomia do sistema judiciário brasileiro.

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