O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, estabeleceu um prazo de 60 dias para que o Ministério dos Povos Indígenas prepare o povo Cinta Larga para uma escuta sobre mineração em suas terras. Essa decisão, assinada na última quinta-feira, 14, marca um momento histórico, pois será a primeira vez que indígenas serão ouvidos em seu próprio território durante um processo do STF.
A escuta abordará a possibilidade de atividades de mineração tanto no entorno quanto dentro das terras indígenas, localizadas em Rondônia e Mato Grosso. Os Cinta Larga poderão opinar sobre a autorização para exploração mineral por não indígenas nas proximidades de suas terras e sobre a exploração sob sua coordenação, desde que respeitadas as condições ambientais e o bem-estar da comunidade.
O trabalho de divulgação e sensibilização do Ministério dos Povos Indígenas incluirá visitas às quatro terras do povo Cinta Larga: Roosevelt, Aripuanã, Parque Aripuanã e Serra Morena. A presença de intérpretes, preferencialmente indicados pela comunidade, será incentivada para garantir uma comunicação eficaz.
Essa iniciativa do STF reflete um avanço nas discussões sobre os direitos dos povos indígenas e a exploração de recursos naturais em suas terras, destacando a importância de ouvir as vozes dos Cinta Larga em um tema tão relevante para sua autonomia e preservação cultural.
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