A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi instalada nesta quarta-feira, 20 de setembro, com o objetivo de investigar fraudes que podem ter causado prejuízos superiores a R$ 6,4 bilhões em aposentadorias e pensões. A comissão, composta por 15 deputados e 15 senadores, é presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), que enfrenta críticas da oposição.
A oposição expressa descontentamento com a condução da CPMI, alegando que Aziz e o relator Ricardo Ayres (Republicanos-TO) não foram signatários do requerimento que possibilitou a criação da comissão. Parlamentares oposicionistas temem que a investigação não seja imparcial e que o governo Lula seja protegido de responsabilizações. Aziz, segundo a oposição, é visto como “governista demais”, enquanto Ayres, em seu primeiro mandato, é considerado inexperiente.
Críticas e Expectativas
Durante a instalação, Aziz prometeu um trabalho sério e transparente, afirmando que a CPMI terá um “início, meio e fim”. No entanto, a base governista pretende associar as fraudes a gestões anteriores, especialmente ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A oposição, por sua vez, busca convocar figuras do governo atual, como o ministro da Previdência, Carlos Lupi, para prestar esclarecimentos.
A configuração da CPMI, com apenas oito representantes da oposição entre os 30 membros, favorece a atuação do governo. A expectativa é que a comissão se torne um campo de intensas disputas políticas, refletindo as tensões entre governo e oposição. A CPMI terá um prazo inicial de seis meses, com possibilidade de prorrogação, para aprofundar as investigações sobre os desvios em benefícios do INSS.
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