O governo enfrenta dificuldades na articulação política, especialmente após a derrota na eleição da CPI do INSS, que investiga fraudes bilionárias. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, revelou que a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fez uma cobrança à base governista, atribuindo o revés a falhas na coordenação.
Durante uma reunião de emergência no Palácio do Planalto, Gleisi destacou que a base não mobilizou o suficiente para garantir a vitória nas escolhas para a presidência e a relatoria da comissão. “Houve um problema de articulação política, claramente. A base foi surpreendida porque tinha que ter mobilizado mais”, afirmou Farias. Ele acredita que é possível montar uma maioria sólida para conduzir os trabalhos da CPI.
Apesar do revés, o governo tenta minimizar os danos. Lindbergh enfatizou que “não há preocupação nenhuma com a CPI, quem abriu este caso foi a CGU”, reiterando que a posição do governo é de transparência. Para evitar novas derrotas, o plano inclui reforçar a coordenação e dialogar individualmente com parlamentares aliados.
O governo busca organizar um roteiro de funcionamento da CPI que permita um andamento tranquilo dos trabalhos, demonstrando que, apesar das dificuldades, está comprometido em enfrentar os desafios políticos.
Entre na conversa da comunidade