A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro está sendo investigada pela Polícia Federal (PF) por suposta tentativa de interferência em ações penais relacionadas a um alegado golpe. A operação de busca e apreensão em sua residência ocorreu em 18 de julho e revelou uma postura inicial de resistência por parte de Michelle.
Durante a operação, a PF registrou que a ex-primeira-dama foi “recalcitrante” ao não seguir as orientações dos policiais, especialmente no que diz respeito ao controle do uso de celulares. Somente após “seguidas advertências”, ela começou a colaborar com a equipe. O relatório da PF foi anexado ao inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga também o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro.
Detalhes da Operação
O mandado de busca e apreensão foi cumprido sob a ordem do ministro Alexandre de Moraes. Na mesma data, Jair Bolsonaro foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica e a cumprir medidas cautelares, incluindo a proibição de acessar redes sociais. Duas semanas após a operação, Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente, considerando que ele havia descumprido as determinações judiciais.
Além da resistência de Michelle, a operação resultou na apreensão de aproximadamente 14 mil dólares e 8 mil reais na residência de Bolsonaro em Brasília. A investigação continua a se desdobrar, com implicações significativas para os envolvidos, refletindo a gravidade das acusações e a busca por esclarecimentos sobre possíveis tentativas de obstrução da Justiça.
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