BRASÍLIA – A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou um convite para que Eduardo Tagliaferro, ex-chefe da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE, preste depoimento sobre o funcionamento do gabinete do ministro Alexandre de Moraes. A audiência está agendada para 2 de setembro, data em que Tagliaferro se encontra na Itália, enfrentando pedidos de extradição.
Além de Tagliaferro, foram convidados os magistrados Marco Antônio Martins Vargas e Airton Vieira, ex-colaboradores de Moraes. O convite foi motivado pelo relatório “Arquivos do 8 de Janeiro”, do jornalista Michael Shellenberger, que aponta indícios de irregularidades na atuação do TSE e do STF. O documento sugere um possível direcionamento de Moraes contra opositores políticos.
A audiência ocorrerá simultaneamente ao início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF, o que pode aumentar a atenção sobre o caso. A Procuradoria-Geral da República (PGR) investiga Tagliaferro por supostas violações de sigilo funcional e obstrução de investigações, além de já ter sido indiciado pela Polícia Federal por vazamentos de diálogos sigilosos.
Tagliaferro nega as acusações, alegando ser alvo de perseguição política. Ele também manifestou a intenção de levar suas denúncias sobre Moraes ao Parlamento Europeu, afirmando ter provas que comprometem a atuação do ministro. O desdobramento desse caso pode impactar significativamente a política brasileira e a relação entre os poderes.
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