Betssy Chávez, ex-presidente do Conselho de Ministros de Pedro Castillo, está em greve de fome desde o dia 19 de agosto, recusando alimentos e líquidos, e denunciando abusos na prisão. Ela está detida desde junho de 2023, acusada de rebelão e conspiração, com a prisão preventiva estendida até março de 2026.
Chávez, que ocupou cargos importantes no governo de Castillo, alega que sua vida está em risco e que não aceita cuidados médicos. Em uma carta, afirmou que está disposta a morrer e pediu cuidados paliativos, além de solicitar uma videoconferência para se despedir de seus pais. Seu advogado, Raúl Noblecilla, alertou que a situação é crítica, com risco de morte em três a cinco dias.
A ex-ministra já havia denunciado a diretora da prisão e outras funcionárias por supostos abusos e extorsões dentro do presídio. Ela também pediu o traslado de outras internas que estariam sendo hostilizadas. Apesar de seus apelos, críticos consideram sua greve uma encenação. No entanto, um grupo de vinte congressistas manifestou apoio às suas reivindicações.
O Instituto Nacional Penitenciário (INPE) informou que Chávez tem rejeitado atendimento médico e está sob monitoramento constante. Noblecilla enfatizou que a ex-ministra não está buscando liberdade, mas sim a preservação de sua vida, destacando que a prolongação de sua prisão preventiva é questionável.
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