O Supremo Tribunal Federal (STF) receberá 501 jornalistas para o julgamento da trama golpista, que começa na próxima terça-feira, 2 de setembro. O ex-presidente Jair Bolsonaro e sete ex-auxiliares são réus por tentativa de golpe de Estado, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Além dos jornalistas, 3.357 pessoas solicitaram acompanhamento das sessões. O STF programou sessões para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, quando as sentenças serão anunciadas. O público terá 150 lugares disponíveis no plenário da Segunda Turma, enquanto 80 cadeiras serão reservadas para a imprensa na sala da Primeira Turma.
Segurança Reforçada
O STF implementará um reforço na segurança durante o julgamento. A Polícia Militar do Distrito Federal fechará a praça dos Três Poderes a partir de segunda-feira, 1º de setembro. A segurança contará com a presença da tropa de choque, do Bope e do Comando de Operações Táticas.
Os acessos ao STF serão controlados com detetores de metais. A corte não divulgou o número exato de agentes destacados, mas garantiu que haverá policiamento ostensivo. A segurança será reforçada também com policiais judiciais de outros estados.
Clima Político
Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, ainda não confirmou sua presença no julgamento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o deputado Eduardo Bolsonaro por suas declarações nos Estados Unidos, que, segundo Lula, incitam retaliações ao Brasil. O governo dos EUA já anunciou um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, vinculado ao julgamento.
A revista The Economist destacou que o Brasil, ao julgar a tentativa de golpe, está dando uma lição aos Estados Unidos. A capa da publicação traz uma montagem de Bolsonaro, comparando-o a manifestantes que invadiram o Congresso dos EUA em janeiro de 2020.
Entre na conversa da comunidade