A CPMI do INSS foi instalada para investigar um esquema de desvio de 4 bilhões de reais nas aposentadorias, com descontos ilegais realizados por sindicatos e associações desde 2019. A comissão já iniciou a coleta de depoimentos e aprovou quebras de sigilo, além de receber mais de 1.300 requerimentos.
Recentemente, a CPMI decidiu ampliar o período de investigação, que agora abrange de 2015 a 2025, incluindo os governos de Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Lula. Todos os ex-presidentes são alvos de requerimentos apresentados por membros da comissão. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) solicitou a convocação de Dilma, destacando que os descontos irregulares aumentaram significativamente durante sua gestão.
Damares também pediu a convocação de Temer e Lula, argumentando que é essencial esclarecer a origem do esquema e as falhas de fiscalização. O ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, também foi alvo de requerimentos, com parlamentares do PT alegando que ele tinha conhecimento das irregularidades durante seu mandato.
As investigações visam identificar a extensão do esquema e responsabilizar os envolvidos, com foco nas fraudes que causaram prejuízos bilionários aos cofres públicos. A CPMI continua a receber novos pedidos e a convocar testemunhas para aprofundar as apurações sobre o desvio de recursos nas aposentadorias.
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