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Médicos da Coreia do Sul encerram greve de 18 meses e retornam ao trabalho

Médicos sul-coreanos encerram greve histórica após acordo que limita vagas em faculdades, garantindo estabilidade no sistema de saúde

Manifestantes protestam em frente ao Parlamento da Coreia do Sul após decreto da lei marcial (Foto: Reprodução)
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Após 18 meses de greve, mais de 10 mil médicos sul-coreanos, incluindo internos e residentes, retornaram ao trabalho, encerrando a mais longa paralisação da história da medicina no país. O movimento começou em fevereiro de 2022, em resposta a um plano do governo do então presidente Yoon Suk Yeol, que propunha um aumento de 65% nas vagas em faculdades de medicina ao longo de cinco anos.

Os médicos argumentavam que a proposta não abordava as verdadeiras questões do sistema de saúde, como a desigualdade nas áreas de pediatria e emergência. Jornadas de trabalho de até 80 horas semanais e salários em torno de US$ 3 mil também foram pontos de preocupação. O governo tentou forçar o retorno dos médicos, ameaçando cancelar licenças e abrir processos judiciais, mas a maioria resistiu, prolongando a greve.

Mudança Política

A situação política mudou drasticamente em abril, quando Yoon foi destituído após decretar lei marcial. Com a posse do novo presidente Lee Jae Myung, o governo recuou em sua proposta, mantendo a cota de admissões em cerca de 3 mil estudantes para 2026 e deixando os anos seguintes abertos para negociação. Em agosto, a Associação Médica Coreana aceitou o retorno escalonado dos médicos.

A greve teve impactos significativos, com cirurgias e tratamentos suspensos, e enfermeiros assumindo funções médicas. A população expressou crescente insatisfação tanto com o governo quanto com os grevistas, preocupada com a qualidade do atendimento. Com a normalização das atividades, espera-se que os serviços de saúde recuperem a estabilidade e a confiança da população.

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