Claudia Sheinbaum apresentou seu primeiro informe de governo nesta segunda-feira, 1º de setembro, destacando um apoio de 79% à sua gestão. Durante o evento, realizado no Palácio Nacional, a presidente enfatizou as políticas de combate à pobreza e redução da desigualdade, afirmando que “México é o segundo país com menos desigualdade da América, depois do Canadá”.
A cerimônia também marcou a posse de Hugo Aguilar Ortiz como novo presidente da Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN). Aguilar prometeu uma corte diferente, focada no serviço ao povo, e destacou a importância da consagração dos bastões de mando, simbolizando a conexão com os povos originários. “Tengan la seguridad que es una corte distinta, diferente a las anteriores”, afirmou durante a cerimônia realizada aos pés da Pirâmide de Cuicuilco.
Sheinbaum, ao iniciar seu discurso, lembrou que não chegou sozinha ao cargo, mas com o apoio de todas as mulheres mexicanas. Ela ressaltou os avanços sociais e econômicos, mencionando que muitos mexicanos deixaram a pobreza graças à gestão de Andrés Manuel López Obrador. No entanto, a Confederação Patronal da República Mexicana (Coparmex) apontou que, apesar dos avanços, houve retrocessos que afetam as liberdades e o Estado de Direito.
O novo ano legislativo também começou, com o Congresso mexicano priorizando um pacote econômico e reformas para combater a extorsão, um problema crescente no país. A participação popular nas eleições para o novo Poder Judicial foi criticada, com apenas 13% de comparecimento e 16% das cédulas anuladas. O líder do PRI, Alejandro Alito Moreno, anunciou que seu partido não participaria da cerimônia de posse, considerando-a uma “farsa”.
Com um cenário político em transformação, Sheinbaum e Aguilar iniciam um novo capítulo na história do México, marcado por desafios e promessas de mudança.
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