Jair Bolsonaro enfrenta investigações da Polícia Federal por supostos atos que ameaçaram a democracia, com a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo sua condenação por cinco crimes, que podem resultar em até 43 anos de prisão. A defesa do ex-presidente argumenta que ele não atentou contra o estado democrático e que foi “dragado” para ações investigadas.
Durante a apresentação das alegações no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado Celso Vilardi defendeu que não há provas suficientes contra Bolsonaro. Ele destacou que nem mesmo o delator Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, confirmou a participação do ex-presidente em ações relacionadas ao plano golpista. Vilardi também criticou a falta de acesso a provas e o tempo insuficiente para a defesa se preparar.
A PGR, por sua vez, sustenta que Bolsonaro foi o líder de uma organização criminosa que atuou em um “projeto autoritário de poder”. O relatório da PF indica que ele tinha “plena consciência e participação ativa” nos atos que visavam um golpe de Estado. A defesa, no entanto, argumenta que a transição de governo em 2022 foi realizada sem obstáculos, contradizendo as acusações de tentativa de golpe.
A PGR reforçou seu pedido de condenação, enfatizando a gravidade dos crimes atribuídos a Bolsonaro. A decisão sobre a pena será tomada pelos ministros da Primeira Turma do STF, que avaliarão as alegações e as provas apresentadas.
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