O advogado Matheus Mayer, representando o general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI, pleiteou sua absolvição durante o julgamento na Primeira Turma do STF. Mayer argumentou que Heleno estava afastado de Jair Bolsonaro desde a filiação deste ao PL e a crescente aproximação com o centrão, que se intensificou em 2020.
O advogado apresentou evidências, incluindo reportagens de 2020 que destacam a mudança na dinâmica política, como a nomeação de Ciro Nogueira, presidente do PP, para o cargo de ministro da Casa Civil em julho de 2021. Ele também citou uma matéria da revista Veja de fevereiro de 2022, que indicava que Heleno estava sendo “deixado de lado por Bolsonaro.”
Além disso, Mayer reproduziu um trecho do depoimento de Heleno, onde ele menciona uma “nova situação política” que o levou a perceber que sua influência havia diminuído. O ex-ajudante de ordens Mauro Cid corroborou essa ideia, afirmando que Heleno foi “cada vez menos demandado” para despachar e assessorar o presidente.
O julgamento, que marca o início das denúncias contra os acusados da trama golpista, traz à tona a complexidade das relações políticas e a evolução do papel de Heleno no governo. A defesa busca estabelecer que o general não teve participação nas decisões que levaram à crise política.
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