Durante a manifestação de 7 de Setembro em São Paulo, cerca de 8,8 mil pessoas se reuniram na Praça da República para um ato organizado por partidos e movimentos de esquerda. O evento teve como foco a defesa da soberania nacional, resgatando símbolos como a bandeira do Brasil e a camiseta da Seleção Brasileira, que nos últimos anos foram associados a movimentos de direita.
A presença de uma bandeira do Brasil gigante, similar às utilizadas em estádios, surpreendeu os manifestantes. A estimativa de público foi realizada pelo “Monitor do debate político”, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em parceria com a ONG More in Common. A bandeira e as camisetas amarelas, tradicionalmente ligadas ao bolsonarismo, foram adotadas pela esquerda como parte de uma nova narrativa.
Participação Política
O ato contou com a presença de figuras políticas como o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e o presidente nacional do PT, Edinho Silva. Deputados federais, como Guilherme Boulos e Érika Hilton, também marcaram presença. Boulos, ao chegar, vestia um agasalho preto do Corinthians, mas logo o retirou, revelando uma camiseta amarela, simbolizando a nova apropriação dos símbolos nacionais.
A manifestação foi organizada pela Frente Povo Sem Medo, que inclui o MST e o MTST, além de movimentos sindicais como a CUT e a UGT. A reapropriação da bandeira e da camiseta visa reafirmar a identidade nacional e a soberania, em um momento de polarização política no Brasil.
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