A Venezuela lançou na madrugada desta quinta-feira a operação militar “Independência 200”, em resposta à presença de tropas dos Estados Unidos no Caribe. O presidente Nicolás Maduro liderou a ação, que visa defender o país de um que considera um cerco americano.
Maduro afirmou que “esses mares, essa terra, esses bairros, essas montanhas pertencem ao povo da Venezuela”. A operação não revelou o número de soldados envolvidos, mas o presidente destacou que a Força Armada Nacional Bolivariana está em posição de defesa.
A tensão aumentou após um ataque militar dos EUA que resultou na morte de 11 pessoas, supostamente traficantes de drogas. O governo venezuelano classificou o incidente como uma “execução sumária”. Em resposta, Maduro convocou os cidadãos a se alistarem na Milícia Bolivariana, um corpo militar civil.
Os Estados Unidos enviaram oito navios ao sul do Caribe, justificando a movimentação como parte de manobras contra o narcotráfico. Apesar de não haver ações diretas anunciadas contra a Venezuela, Maduro reafirmou que o país não aceitará ameaças. “Se tivermos que voltar a combater, combateremos pela liberdade da nossa grande pátria”, declarou ele em um evento televisionado.
A situação se intensificou com a mobilização militar e a resposta dos EUA, que enviaram poder aéreo a Porto Rico. Maduro, que havia sinalizado um possível diálogo anteriormente, agora reforça sua postura de resistência militar, destacando que “a Venezuela não agride ninguém, mas não aceita ameaças de agressão”.
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