A Polícia Federal prendeu, na madrugada de sexta-feira (12), oito suspeitos de integrar uma organização criminosa que tentava invadir o sistema da Caixa Econômica Federal para desviar R$ 1,5 bilhão via Pix. A operação ocorreu em São Paulo, onde os detidos foram flagrados em um imóvel enquanto planejavam o ataque.
Os criminosos utilizavam um notebook subtraído de uma agência da Caixa, que possibilitava acesso ao sistema interno da instituição. Durante a ação, a PF apreendeu também doze celulares e um pendrive. As prisões foram convertidas em preventivas, e os acusados poderão responder por organização criminosa e tentativa de furto qualificado.
As investigações revelam que o grupo é suspeito de fraudes bancárias que resultaram em desvios significativos de recursos. Em junho, um ataque ao banco BMP causou prejuízo de R$ 800 milhões, e em agosto, um ataque à plataforma Sinqia resultou em um desvio de R$ 400 milhões. A PF está aprofundando as apurações para identificar outros envolvidos e possíveis conexões com funcionários de instituições financeiras.
Mecanismos de Ataque
Os suspeitos utilizavam métodos sofisticados para realizar as fraudes, incluindo o uso de VPNs para acessar redes de forma segura. Mensagens interceptadas indicam que um dos integrantes se gabava de ter “a senha que gira o Pix”. Além disso, a PF identificou a participação de doleiros que movimentavam os valores desviados, frequentemente convertendo-os em criptomoedas.
A Caixa Econômica Federal e o Banco Central têm reforçado a segurança do sistema financeiro, mas os ataques cibernéticos continuam a ser uma preocupação. Desde o início do ano, mais de R$ 1,5 bilhão foram desviados de bancos e fintechs através de invasões a sistemas de tecnologia. Em resposta, o Banco Central implementou novas regras para limitar transações e aumentar a segurança do sistema.
As investigações da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (Deleciber) da PF seguem em andamento, com o objetivo de desmantelar completamente a organização criminosa e prevenir novos ataques ao sistema financeiro nacional.
Entre na conversa da comunidade