Líderes árabes e de países muçulmanos solicitaram uma revisão urgente das relações econômicas e diplomáticas com Israel, após um ataque israelense em Doha que visou líderes do Hamas. A reunião de emergência, convocada pelo Catar, resultou em um esboço de declaração que pede a todos os Estados que adotem medidas legais para impedir as ações israelenses contra os palestinos.
O texto destaca a necessidade de ações concretas para conter a “agressão brutal de Israel”, que, segundo os líderes, compromete os esforços de normalização das relações entre Israel e os países árabes. Os Acordos de Abraão, que em 2020 estabeleceram laços diplomáticos entre Israel e Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Marrocos, estão sob ameaça devido à escalada de violência.
Durante a cúpula, que contou com a presença de figuras como o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, foi discutido também o conceito de segurança coletiva na região. O pesquisador saudita Aziz Algashian enfatizou que a expectativa agora é por ações, não apenas retórica, em resposta ao ataque.
O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, criticou a comunidade internacional por sua inação e pediu punições a Israel. O emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani, afirmou que o ataque israelense visa prejudicar as negociações de paz em Gaza. Em resposta, Israel defendeu sua ação como legítima, visando alvos terroristas. A situação continua a gerar tensões, enquanto os Estados Unidos tentam equilibrar sua posição entre Israel e o Catar.
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