O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (15) a mobilização de 25 mil soldados e a convocação de reservistas em resposta a um aumento da presença militar dos Estados Unidos no Caribe. A medida ocorre após um ataque a um barco pesqueiro venezuelano, que Maduro classificou como uma “agressão” dos EUA.
Durante uma coletiva de imprensa, Maduro afirmou que a Venezuela exercerá seu “direito legítimo de se defender” diante do que considera uma ameaça militar. Ele criticou a falta de comunicação com o governo americano, atribuindo a responsabilidade ao secretário de Estado, Marco Rubio, que chamou de “senhor da morte e da guerra”.
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, denunciou que os EUA triplicaram o envio de aviões espiões na região e posicionaram navios de guerra, o que Caracas vê como uma escalada de hostilidades. Padrino também relatou que um barco pesqueiro venezuelano foi retido por militares americanos por oito horas.
Aumento das Tensions
As operações militares dos EUA no Caribe têm se intensificado, com a justificativa de combater o tráfico de drogas. Fontes da Casa Branca afirmam que não se descarta a possibilidade de ataques a instalações na Venezuela associadas a cartéis. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que Maduro tem “muitas decisões a tomar” em resposta à operação militar.
Na última semana, os EUA realizaram ataques que resultaram em mortes, incluindo a de três indivíduos considerados “narcoterroristas”. Maduro, por sua vez, denunciou essas ações como uma violação de direitos humanos e uma tentativa de justificar uma invasão militar.
Mobilização e Preparação
A mobilização de tropas e a convocação de civis para treinamento militar indicam que Caracas está se preparando para um possível confronto. A situação permanece volátil, com analistas afirmando que o momento é o mais crítico em anos. A deterioração das relações entre os dois países reflete um clima de incerteza e tensão crescente na região.
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