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UE aprova suspensão parcial do acordo comercial com Israel após tragédia em Gaza

A medida pode gerar um custo adicional de 227 milhões de euros anuais para exportadores israelenses e inclui sanções a ministros do governo Netanyahu

Presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em evento realizado em Bruxelas (Foto: Reprodução)
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A União Europeia (UE) anunciou a suspensão de partes do acordo comercial com Israel, em resposta à grave crise humanitária em Gaza, onde cerca de 65.000 civis já perderam a vida devido aos ataques israelenses. A medida, que será discutida em reunião marcada para esta quarta-feira, visa reforçar o respeito aos direitos humanos, um dos pilares do tratado comercial vigente desde 2000.

A proposta inclui a reimposição de tarifas sobre produtos israelenses, especialmente agrícolas, que atualmente gozam de tratamento preferencial na UE. Estima-se que essa ação possa gerar um custo adicional de 227 milhões de euros anuais para os exportadores israelenses. A decisão é considerada uma das mais severas da UE contra o governo de Benjamin Netanyahu até o momento.

A Comissão Europeia, liderada por Ursula von der Leyen, também planeja sancionar ministros israelenses considerados extremistas, como Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir. Essas sanções incluem o congelamento de ativos e restrições de entrada na UE. A proposta de sanções requer a unanimidade dos Estados membros, o que pode ser um desafio, dado o apoio de alguns países a Israel.

A suspensão do acordo comercial, inicialmente proposta por Espanha e Irlanda em fevereiro de 2024, reflete a crescente pressão internacional sobre a UE para que tome uma posição mais firme em relação ao conflito. A expectativa é que, se aprovada, a medida leve a um diálogo com Israel para garantir o respeito à legislação internacional e humanitária.

A situação em Gaza continua crítica, com o exército israelense avançando em direção ao centro da capital da região. A pressão internacional sobre Israel aumenta, e a UE busca uma resposta mais contundente diante da escalada do conflito.

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