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Comissão eleitoral da Índia é acusada de proteger ‘ladrões de votos’ por Rahul Gandhi

Gandhi exige esclarecimentos da Comissão Eleitoral sobre exclusões e adições em listas de eleitores, apresentando evidências de manipulação

Líder da oposição faz alegações em coletiva de imprensa em Delhi (Foto: Reprodução)
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Rahul Gandhi, líder da oposição na Índia, intensificou suas acusações contra a Comissão Eleitoral, alegando manipulação nas listas de eleitores. Em uma coletiva de imprensa, realizada na quinta-feira, ele afirmou que nomes de eleitores foram excluídos ou adicionados de forma seletiva para favorecer o partido no poder, o Bharatiya Janata Party (BJP).

Gandhi apresentou evidências que, segundo ele, comprovam suas alegações de fraude eleitoral. Ele destacou que a Comissão Eleitoral não tomou medidas, apesar das reclamações contínuas de seu partido, o Congresso. A Comissão, por sua vez, classificou as acusações como “incorretas e infundadas”, assim como o BJP, que negou as alegações.

Desde agosto, Gandhi tem denunciado irregularidades no processo eleitoral, incluindo manipulações nas eleições parlamentares do ano passado. Ele citou exemplos específicos, como o caso da constituência de Aland, em Karnataka, onde mais de 6.000 nomes de eleitores foram supostamente removidos, afetando principalmente grupos minoritários e apoiadores do Congresso. O partido venceu a eleição na região em 2023.

Investigações e Respostas

Gandhi mencionou que a polícia de Karnataka está investigando essas irregularidades desde 2023, com 18 cartas enviadas à Comissão Eleitoral sem resposta. Ele exigiu que o presidente da Comissão, Gyanesh Kumar, divulgasse detalhes sobre as listas eleitorais em uma semana.

A Comissão Eleitoral, em resposta, afirmou que a exclusão de nomes não pode ser realizada online por qualquer cidadão, como sugerido por Gandhi. Além disso, reconheceu que tentativas de remoção de eleitores ocorreram em Aland, mas que uma denúncia foi feita à polícia sobre o caso.

O líder da oposição também levantou questões sobre a constituência de Rajura, em Maharashtra, onde alegou que 6.850 nomes foram adicionados, muitos dos quais seriam falsos. A Comissão não se manifestou sobre essa acusação específica.

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