A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou, por unanimidade, a Lei de Aprovação do Tratado de Associação Estratégica e Cooperação com a Rússia. A decisão ocorre em um contexto de crescente tensão militar com os Estados Unidos, que recentemente deslocaram navios de guerra para a região. O presidente Nicolás Maduro intensificou o treinamento militar em resposta a essa movimentação.
O novo tratado visa fortalecer a cooperação política e econômica entre os dois países, especialmente no setor energético. Em um encontro virtual em março, Maduro e o presidente russo Vladimir Putin discutiram a ampliação da parceria, embora detalhes específicos do acordo não tenham sido divulgados. A aprovação da lei acontece após os EUA revogarem a licença da Chevron para operar na Venezuela, intensificando as sanções econômicas.
A tensão se agravou com a denúncia da Venezuela sobre a retenção de um barco pesqueiro por uma embarcação americana em águas venezuelanas. O Ministério das Relações Exteriores do país caribenho classificou a ação como ilegal e hostil. A vice-presidente Delcy Rodrigues declarou que os EUA devem cessar sua “perseguição militar” e ressaltou a determinação da Venezuela em defender seu território.
Maduro convocou reservistas e voluntários para um treinamento militar em 312 quartéis por todo o país. O exercício visa preparar os cidadãos para a defesa da pátria, em meio à alegação de uma possível ação armada dos EUA. O presidente afirmou que todos os venezuelanos que se alistaram devem se apresentar para aprender sobre operações militares.
O discurso militar em Caracas coincide com a presença de oito navios de guerra dos EUA na costa venezuelana. A situação reflete um cenário de crise política e militar, com os EUA buscando desestabilizar o governo de Maduro, enquanto a Venezuela se aproxima cada vez mais da Rússia em busca de apoio estratégico.
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