O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a ofensiva israelense em Gaza, a qual classificou como genocídio, durante a Conferência Internacional de Alto Nível na ONU, realizada em Nova York nesta segunda-feira, 22. Lula destacou que a “tirania do veto” no Conselho de Segurança tem impedido ações efetivas para coibir as atrocidades contra o povo palestino.
Em seu discurso, o presidente enfatizou que o direito de defesa de Israel não pode justificar a matança indiscriminada de civis. Ele afirmou que a situação em Gaza representa não apenas o extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de destruir seu sonho de nação. Lula reiterou que tanto Israel quanto a Palestina têm o direito de existir e que a ONU deve agir para evitar mais atrocidades.
Críticas ao Conselho de Segurança
Lula também criticou a exclusão do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, de eventos internacionais importantes, ressaltando a necessidade de representação palestina nas discussões sobre a paz. Ele mencionou que a guerra contra o Hamas não é apenas um ataque ao povo palestino, mas uma tentativa de eliminar suas aspirações nacionais.
O presidente brasileiro anunciou que o Brasil intervirá na Corte Internacional de Justiça em um caso apresentado pela África do Sul, que busca responsabilizar Israel por suas ações em Gaza. Lula condenou os atos do Hamas, mas reforçou que isso não justifica a violência contra civis, que já resultou na morte de milhares de mulheres e crianças.
Situação Humanitária
A crise humanitária em Gaza foi um ponto central na fala de Lula, que destacou que meio milhão de palestinos enfrenta escassez de alimentos. Ele criticou o uso da fome como arma de guerra e pediu ações concretas para proteger os direitos dos civis. O presidente também defendeu o reconhecimento do Estado palestino como um passo essencial para promover o diálogo e reequilibrar a situação na região.
Lula concluiu que a criação de um Estado palestino é fundamental para restaurar o multilateralismo e garantir a autodeterminação do povo palestino. Ele deve retornar ao Brasil na quinta-feira, 25, após participar da Assembleia-Geral da ONU.
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