O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta terça-feira, 23, como o primeiro líder a se pronunciar na 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O Brasil mantém a tradição de ser o primeiro a falar desde 1955, refletindo seu papel histórico na fundação da organização.
Durante seu discurso, Lula criticou as ações de Israel na Faixa de Gaza, descrevendo-as como “genocídio”. Ele anunciou que o Brasil intensificará o controle sobre produtos de assentamentos ilegais na Cisjordânia e suspenderá a exportação de material de defesa que possa ser utilizado em crimes contra a humanidade. O presidente também reafirmou a importância de um Estado Palestino.
Temas em Debate
Lula abordou a necessidade de um compromisso global mais robusto para enfrentar as mudanças climáticas e defendeu a soberania e a democracia. A expectativa é que seu discurso contraponha as agendas de líderes como o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que também se apresentou na Assembleia.
Além do discurso, Lula participou de uma conferência promovida pela Arábia Saudita e França, onde se discutiu a crise no Oriente Médio e a solução de dois Estados. A França e aliados europeus reconheceram oficialmente a Palestina durante o evento.
Agenda em Nova York
A agenda de Lula em Nova York inclui compromissos bilaterais e eventos multilaterais. Ele presidirá um evento de alto nível para promover o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que visa financiar a conservação das florestas tropicais. Na quarta-feira, Lula co-presidirá eventos sobre democracia e combate ao extremismo, além de Ação Climática e COP 30.
A participação ativa do Brasil nas discussões internacionais reflete a intenção de Lula de reposicionar o país como um ator relevante nas questões globais, especialmente em temas como paz, democracia e meio ambiente.
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