Uma advogada criminalista de 32 anos, identificada como Kamila Cristina Rodrigues dos Santos, foi brutalmente assassinada com cerca de 20 tiros na manhã desta segunda-feira (22), no Bairro Ermelinda, em Belo Horizonte (MG). Os suspeitos, que ainda não foram identificados, fugiram do local após o crime.
Kamila, que atuava na área desde 2019, era formada pela Escola Superior Dom Helder Câmara e possuía pós-graduação em Direito Processual Civil, além de ser mestranda em Direito pela FUNIBER. Ela também cursava Ciências Contábeis e administrava uma distribuidora de bebidas com seu namorado. O crime foi registrado por câmeras de segurança, que mostram um homem armado descendo de um veículo prata e disparando contra a advogada enquanto ela estava na rua onde morava.
Repercussão e Ações
Após o crime, a Polícia Civil de Minas Gerais iniciou uma investigação, realizando perícia no local para coletar evidências que possam ajudar na identificação dos autores e na apuração da motivação. O corpo de Kamila foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) Dr. André Roquette para exames.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG) repudiou a execução, considerando-a uma “afronta à classe e ao Estado Democrático de Direito”. A entidade anunciou a formação de uma comissão para acompanhar o caso e defender a ampliação de medidas de segurança para advogados, além de exigir a responsabilização dos envolvidos.
Kamila compartilhava sua trajetória profissional nas redes sociais, onde contava com quase 2 mil seguidores. Em sua biografia, destacava a frase “Que minha fé prevaleça” e sua atuação em diversas áreas do Direito, como Criminal, Civil, Família e Trabalhista. Colegas de profissão a descrevem como uma profissional dedicada, sempre em busca de ampliar sua formação acadêmica.
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