O discurso do rei Felipe VI na Assembleia Geral da ONU, realizado na madrugada de quinta-feira, 21 de setembro, gerou polêmica ao não mencionar a palavra “genocídio” em relação à situação em Gaza. O governo espanhol tem utilizado esse termo, o que intensificou as críticas ao monarca.
Dirigentes do partido Vox e da organização Hazte Oír desqualificaram o discurso, chamando-o de “panfleto socialista”. O eurodeputado Hermann Tertsch afirmou que o discurso foi uma tentativa de defesa de uma política indefensável, enquanto o presidente da Hazte Oír, Ignacio Arsuaga, insinuou que o rei estaria sob influência do governo de Pedro Sánchez.
Felipe VI, em seu discurso, condenou a “devastação” e os “atos aberrantes” ocorrendo em Gaza, mas optou por não usar o termo “genocídio”. Ele enfatizou a necessidade de não permanecer em silêncio diante da crise humanitária, mencionando a morte de civis e o deslocamento forçado de milhares de pessoas.
As reações nas redes sociais foram intensas, com muitos usuários expressando descontentamento e insultos ao rei. O termo “Felpudo” voltou a ser utilizado, uma crítica que se popularizou após a assinatura de indultos a líderes independentistas em 2021. Críticos afirmaram que o discurso do rei reflete uma aliança com a agenda de Sánchez, o que gerou um clima de tensão entre a monarquia e a direita espanhola.
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