A saída antecipada do ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF) gerou reações intensas no cenário político brasileiro. O anúncio, feito na manhã de 10 de outubro de 2025, provocou comentários de parlamentares de diversas siglas, refletindo a polarização em torno da figura do magistrado.
Barroso, que desempenhou um papel central em decisões controversas, especialmente sobre temas como os eventos de 8 de janeiro, foi alvo de críticas de representantes da direita. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que Barroso será lembrado por permitir o que chamou de “ditadura do judiciário” no Brasil. O parlamentar Bibo Nunes (PL-RS) sugeriu que a aposentadoria do ministro foi uma forma de evitar um possível impeachment.
Reações Políticas
Deputados como Zé Trovão (PL-SC) e Carlos Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestaram. Trovão sugeriu que a saída de Barroso poderia ser uma estratégia do governo Lula, enquanto Carlos Bolsonaro a considerou “simbólica”, referindo-se a uma trajetória marcada por decisões que, segundo ele, prejudicaram muitas famílias.
A deputada Rosangela Moro (União-SP) destacou a atuação de Barroso em relação aos réus dos atos de 8 de janeiro, lamentando o impacto sobre as famílias afetadas. Por outro lado, o ex-deputado Douglas Garcia (União-SP) criticou Barroso, chamando-o de “símbolo do judiciário partidário”.
Expectativas Futuras
Além das críticas, surgiram especulações sobre quem será indicado para ocupar a vaga deixada por Barroso. O ex-deputado Paulo Eduardo Martins (Novo-PR) mencionou nomes que poderiam ser considerados pelo presidente Lula, enquanto o vereador Rodrigo Marcial (Novo-PR) expressou que a saída de Barroso representa a queda de um “deus” da democracia.
Em meio a tantas opiniões divergentes, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), elogiou Barroso, reconhecendo seu trabalho em defesa da Constituição e da democracia. A saída do ministro marca um momento significativo para o STF e para a política brasileira, com possíveis repercussões no equilíbrio da corte.
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