O ministro do Turismo, Celso Sabino, reafirmou sua permanência no governo federal, apesar de enfrentar uma possível expulsão do União Brasil. A situação do ministro será discutida na próxima reunião da Executiva Nacional do partido, marcada para o dia 8 de outubro. Sabino desobedeceu a uma ordem interna que exigia sua saída do Ministério após a federação entre União Brasil e PP, que decidiu fazer oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Sabino argumenta que sua continuidade é essencial para a realização da COP 30, que ocorrerá em Belém no próximo mês. “Não vejo como oportuno ter uma interrupção nesse momento”, afirmou ao chegar à reunião do partido. Ele alega ter o apoio de parte da bancada do União Brasil e diz que pretende continuar desenvolvendo seu trabalho à frente da pasta.
Críticas Internas
A decisão de Sabino tem gerado críticas internas significativas. O governador Ronaldo Caiado, que lidera os esforços pela expulsão, é um dos principais opositores à sua permanência. Caiado, pré-candidato à presidência em 2026, considera a infidelidade partidária de Sabino inaceitável. Além disso, outros membros do partido, como André Fufuca, também enfrentam sanções por desobediência às diretrizes do União Brasil.
Sabino, por sua vez, planeja uma candidatura ao Senado pelo Pará nas eleições de 2026, utilizando a visibilidade da COP 30 como uma plataforma eleitoral. A situação no partido continua tensa, com o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, já tendo afastado Fufuca por ações semelhantes. Lula, por sua vez, minimizou os ultimatos dos partidos, afirmando que não implorará por apoio nas próximas eleições.
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