O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que não indicará um “amigo” para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A aposentadoria de Barroso, anunciada na última quinta-feira, pegou Lula de surpresa. O presidente frisou que a escolha do novo ministro deve priorizar a qualificação para cumprir a Constituição.
Durante uma coletiva em Roma, Lula afirmou que ainda não decidiu o perfil do substituto, incluindo sexo, raça ou gênero. “Eu quero um ministro da Suprema Corte que terá como função específica cumprir a Constituição brasileira”, disse. Ele também criticou a pressão por indicações, ressaltando que a escolha é uma prerrogativa sua.
Desde o anúncio da aposentadoria, nomes como o do advogado-geral da União, Jorge Messias, começaram a ser cogitados. O líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), destacou a boa relação de Lula com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União. “Óbvio que o Messias é com quem ele tem mais convivência”, afirmou Wagner.
Além disso, Lula enfrenta pressão de grupos feministas para indicar uma mulher para a vaga. Organizações elaboraram uma lista com 13 nomes que poderiam integrar o STF, buscando promover a diversidade na Corte. A escolha do novo ministro deve passar por uma sabatina no Senado, onde a qualificação será um critério fundamental.
Entre na conversa da comunidade