Logo após a derrota da Medida Provisória que visava a criação de novos impostos, o governo federal iniciou uma série de demissões em cargos de segundo escalão. A decisão foi anunciada na quinta-feira, 9 de outubro, e resultou na exoneração de nove indicados do Centrão em cinco órgãos. Entre os demitidos estão Lena Carolina Brandão, superintendente do IPHAN no Maranhão, e Harley Xavier Nascimento, da Codevasf.
A medida se dá em um contexto de perda de R$ 17 bilhões em arrecadação devido à rejeição da MP. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou que o governo pode propor cortes de R$ 10 bilhões em emendas parlamentares para tentar compensar essa perda. As demissões foram vistas como uma retaliação direta à votação contrária à medida, que envolveu partidos como o União Brasil, que anunciou a saída da base governista, e o PSD, que também sofreu destituições.
Reorganização da Base
Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, lidera os esforços para reorganizar a base governista. Ela revelou que as demissões são uma resposta à votação contra a MP e que pretende “meter a faca” em cargos ligados a deputados que não apoiaram a proposta. Em entrevista, o líder do governo na Câmara, José Guimarães, confirmou que a ministra está determinada a realizar mudanças significativas.
Além das demissões no IPHAN e na Codevasf, o Ministério da Agricultura também viu a saída de quatro superintendentes indicados pelo PSD. O partido, que possui 38 parlamentares, teve 20 votando contra a MP, o que resultou em uma maior perda de cargos. As ações do governo visam restabelecer a sua influência e garantir apoio em futuras votações.
Com a pressão crescente, o governo busca restabelecer a confiança entre seus aliados e evitar novas derrotas legislativas. As próximas semanas serão cruciais para a manutenção da estabilidade e do apoio político necessário para a implementação de suas políticas.
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