A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano durante entrevista ao SBT News na noite de ontem. Ela apontou que essa taxa elevada, iniciada sob a gestão de Roberto Campos Neto, continua sob a administração de Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Lula. Gleisi afirmou que a taxa é “estratosférica” e prejudicial ao desenvolvimento econômico do Brasil.
A ministra também destacou que o Banco Central está mais atento às pressões do setor financeiro, deixando de lado as demandas do setor produtivo. “O setor produtivo também tinha que pressionar o Banco Central”, enfatizou. A crítica à política monetária se insere em um contexto de reavaliação do governo sobre sua base aliada, especialmente em relação ao Centrão.
Fim da jornada 6×1
Além das críticas à Selic, Gleisi confirmou que o governo está discutindo o fim da jornada de trabalho 6×1, com a expectativa de avançar nas discussões em 2025 e possivelmente aprovar a mudança em 2026. “Acredito que a gente avance se houver um grande debate no ano que vem”, declarou.
Corte de cargos no Centrão
A ministra também anunciou que o corte de cargos indicados pelo Centrão já está em andamento. Gleisi deixou claro que nenhum apadrinhado de parlamentares que votam contra o governo será mantido. “Quem quer ficar com o governo, tem que ficar no governo”, afirmou. Essa reorganização visa realocar as indicações para aliados que apoiam o governo, sem caracterizar uma retaliação. A expectativa é que as demissões sejam finalizadas até o final desta semana.
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