A primeira-dama Janja da Silva permanece em Roma após a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura do Fórum Mundial da Alimentação, no dia 13 de outubro. Durante sua estadia, Janja tem se reunido com líderes internacionais e discursado sobre a aliança contra a fome.
Um decreto recente, assinado por Lula, ampliou o apoio institucional a Janja, gerando debates no Congresso sobre sua legalidade. Embora não ocupe um cargo público, a primeira-dama agora conta com uma estrutura oficial, o que provocou reações de parlamentares da oposição. Janja tem atualizado suas redes sociais diariamente, compartilhando fotos e detalhes de suas atividades.
Encontros e Atividades
Janja participou de um painel ao lado do diretor-geral da FAO, QU Dongyu, e do Ministro da Agricultura da China, Han Jun. Os debates abordaram a participação de mulheres e jovens na produção de alimentos e o empoderamento de pequenos produtores diante das mudanças climáticas. Em uma de suas postagens, Janja enfatizou que o combate à fome é uma missão prioritária de Lula.
Além disso, Janja teve um encontro com o Papa Leão XIV, onde destacou a importância de garantir que todos os brasileiros tenham acesso a refeições dignas. A presença dela em Roma foi confirmada por Lula em um evento no Rio de Janeiro, onde ele anunciou iniciativas para o magistério.
Críticas e Controvérsias
O aumento dos poderes de Janja com o novo decreto gerou críticas da oposição, que argumenta que a medida extrapola o poder do Executivo e viola princípios constitucionais. O deputado Luciano Zucco (PL-RS) protocolou um Projeto de Decreto Legislativo para sustentar os efeitos da decisão, chamando a situação de “usurpação de competência legislativa”.
Lula, por sua vez, defendeu a atuação política de Janja, afirmando que ela não precisa de um cargo para contribuir e que possui um entendimento profundo sobre a governança do país. A primeira-dama tem se mostrado ativa e engajada em suas funções, mesmo sem um título formal.
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