A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou a pressão sobre seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para que escolha um candidato à presidência em 2026. Com Bolsonaro inelegível e condenado pelo STF a 27 anos de prisão, a responsabilidade recai sobre o PL, que busca um representante da direita. Em entrevista à AFP, Michelle afirmou que não há pressa e que a decisão será tomada após diálogo com a família e o partido.
Michelle também não descartou uma possível candidatura ao Senado ou como vice. Contudo, ressaltou que qualquer decisão dependerá de uma reflexão profunda e oração. Ela mencionou que poderia integrar uma chapa com Tarcísio de Freitas, candidato natural apoiado por Bolsonaro. “Ainda é cedo” para discutir candidaturas, declarou.
Pressão e Oposição
A ex-primeira-dama se posicionou contra as tentativas de apressar a escolha de um candidato, afirmando que Bolsonaro é o maior líder da direita no Brasil. Ela criticou a condenação do ex-presidente, chamando-a de “farsa judicial”. Além disso, comentou sobre as sanções impostas ao Brasil, atribuindo-as a governantes que violam direitos humanos.
Pesquisas eleitorais recentes indicam que Michelle pode ser uma forte candidata, posicionando-se em segundo lugar em uma disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva. Com 21% das intenções de voto no primeiro turno, ela aparece com 34% no segundo turno, embora ainda precise definir sua estratégia política.
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