O governo federal enfrenta sérias dificuldades para preencher as vagas de analistas de tecnologia da informação (ATI), mesmo após a realização do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) em 2024. A Associação Nacional dos Analistas de TI (Anati) aponta que a principal barreira é a baixa atratividade da carreira no serviço público.
Até o momento, mais de 500 aprovados foram convocados para a formação, mas apenas 183 compareceram ao curso, resultando em 169 nomeações. A expectativa é que outros 417 candidatos do cadastro de reserva sejam convocados para um novo curso de formação previsto para 2026. Entretanto, a Anati alerta que muitos dos recém-nomeados já passaram em outros concursos e podem deixar o cargo rapidamente, gerando um risco significativo de evasão.
Evasão de Profissionais
O diretor-presidente da Anati, Luiz Alexandre, destaca que a evasão dos novos profissionais pode comprometer as políticas públicas e a segurança dos dados dos cidadãos. Ele critica a forma como o governo trata a carreira de TI, que permanece negligenciada, apesar da relevância da área na transformação digital do estado.
Os profissionais de TI são essenciais para diversas iniciativas governamentais, como a plataforma Gov.BR, a Carteira de Identidade Nacional (CIN) e a Infraestrutura Nacional de Dados (IND). Eles atuam em áreas de gestão, desenvolvimento de sistemas, segurança da informação e privacidade, desempenhando um papel crucial na modernização da administração pública.
A situação evidencia a necessidade urgente de o governo rever sua estratégia de atração e retenção de talentos na área de tecnologia, considerando a crescente demanda por profissionais qualificados nesse setor.
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