Concedido em 2024, o Complexo Maracanã está sob a administração do consórcio Fla-Flu Serviços S.A. até 2044. Contudo, a inclusão do estádio em uma lista de bens passíveis de leilão pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) gera incertezas sobre o futuro da concessão. A proposta de leilão foi analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e deve ser discutida em plenário.
Caso o leilão se concretize, o contrato atual pode ser encerrado por interesse público, conforme a Lei nº 14.133/2021. O coordenador do Programa FGV/FIFA/CIES em Gestão de Esporte, Pedro Trengrouse, afirma que a encampação pode ocorrer mediante indenização aos clubes. Flamengo e Fluminense teriam direito a 10% do valor total do contrato, aproximadamente R$ 40 milhões, além de ressarcimento por investimentos realizados.
A justificativa para o leilão se baseia no alto custo de manutenção do estádio, que chega a R$ 1 milhão por partida. O presidente da CCJ, Rodrigo Amorim, defende a venda como uma alternativa para amortizar a dívida do estado com a União. Entretanto, o contrato garante ao Estado R$ 20 milhões anuais e direitos de uso de áreas exclusivas no estádio, o que complica a situação.
Possíveis Desdobramentos
A Alerj ainda não tomou uma decisão final sobre o leilão. Se autorizado, a própria Fla-Flu Serviços S.A. poderá participar do processo, desde que atenda aos requisitos do edital. Apesar das incertezas, a administração do Maracanã reafirma seu compromisso em cumprir o contrato de 20 anos. Flamengo e Fluminense não comentaram sobre a situação até o momento.
Entre na conversa da comunidade