O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se reuniu nesta terça-feira (28) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em Brasília. O encontro ocorreu após Tarcísio criticar publicamente o STF e o ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “ditador” durante atos pró-Bolsonaro no dia 7 de setembro.
O motivo oficial da visita foi discutir uma ação relacionada à sonegação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no setor de combustíveis. Apesar disso, o governador não forneceu detalhes sobre a conversa e classificou o encontro como “ótimo”. Tarcísio também se encontrou com o ministro Nunes Marques e teve uma audiência com o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Aurélio Bellizze.
A presença de Tarcísio em Brasília não incluiu a posse de Fachin, evento que aconteceu enquanto ele estava na cidade para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante o mês de agosto, o governador expressou sua desconfiança em relação à Justiça, afirmando que não acreditava em elementos que justificassem uma condenação de Bolsonaro. Ele também mencionou que, se fosse presidente, concederia um indulto ao ex-presidente.
Críticas ao STF
As declarações de Tarcísio sobre o STF e Moraes refletem uma crescente tensão entre o governo paulista e o Judiciário. No ato de 7 de setembro, o governador criticou a “tirania” de Moraes e afirmou que a população não aceitaria mais imposições do Judiciário. Sua postura sugere uma estratégia política voltada à reeleição, mesmo em meio a um cenário conturbado.
A reunião com Fachin, portanto, pode ser vista como uma tentativa de amenizar as relações entre o governo de São Paulo e o STF, em um momento em que as críticas públicas se intensificam.
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