Três ativistas do grupo Just Stop Oil foram considerados não culpados de dano criminal após um protesto em Stonehenge, ocorrido em junho de 2024. O veredicto foi proferido em 31 de outubro de 2025, após seis horas de deliberação no tribunal de Salisbury, no Reino Unido.
Os ativistas, Luke Watson, Rajan Naidu e Niamh Lynch, cobriram algumas pedras do famoso monumento com pó de milho, talco e tinta laranja. O custo de limpeza foi estimado em £620. Durante o julgamento, os defensores argumentaram que não houve dano permanente e que estavam exercendo seu direito à liberdade de expressão e protesto, conforme garantido pelos Artigos 10 e 11 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos.
Liberdade de Protesto
O juiz Paul Dugdale destacou a complexidade do caso, que envolveu o equilíbrio entre o direito de protestar e a proteção de um patrimônio mundial da UNESCO. Simon Jones, advogado de acusação, classificou a ação como “vandalismo claro”, afirmando que a intenção era fazer uma declaração sobre mudanças climáticas.
Após o veredicto, Naidu declarou: “Vida e sobrevivência antes da ganância e lucro! Precisamos de um tratado global para a não proliferação de combustíveis fósseis agora.” A English Heritage, responsável pela conservação de Stonehenge, afirmou que, embora não houvesse danos visíveis, a limpeza e o impacto emocional sobre os que consideram Stonehenge um local sagrado não podem ser ignorados.
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