O governo federal anunciou um aumento significativo na verba de publicidade oficial, que saltou para R$ 876 milhões em 2025. Este valor representa o maior orçamento para comunicação social desde 2017, quando a gestão de Michel Temer alocou R$ 616 milhões. O crescimento, comparado aos R$ 598 milhões de 2024 e R$ 531 milhões de 2023, ocorre em um ano pré-eleitoral, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmando sua candidatura a um quarto mandato.
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) argumenta que não houve alteração substancial no orçamento, apesar de ter solicitado um crédito extra de R$ 90 milhões. A Secom também recebeu uma suplementação de R$ 27 milhões do Itamaraty, destinado a eventos da XVII Cúpula dos BRICS. O aumento da verba publicitária é visto como uma estratégia para reforçar a divulgação de programas governamentais, como o Gás do Povo e o Crédito do Trabalhador.
Contexto Orçamentário
O aumento da verba publicitária contrasta com as dificuldades orçamentárias enfrentadas por diversas pastas do governo, como o Ministério da Justiça e Segurança Pública, que já solicitou recursos para evitar a interrupção de serviços essenciais, como a emissão de passaportes. A Secom, em nota, destacou que o seu papel é garantir que a sociedade conheça as políticas e programas do governo, além de promover a participação cidadã na formulação de políticas públicas.
Nos últimos dez anos, o gasto com publicidade variou, com o pico em 2025 e o menor valor registrado em 2020, durante a pandemia, com R$ 245 milhões. A Secom, responsável por uma parte significativa do orçamento, administra campanhas publicitárias e ações de comunicação institucional. Em 2025, parte da verba foi utilizada para campanhas como “Brasil soberano” e a divulgação do programa Gás do Povo.
O cenário atual de gastos publicitários levanta questões sobre a alocação de recursos em um ano eleitoral e a necessidade de comunicação institucional em meio a restrições orçamentárias.
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