O PSOL decidiu não lançar candidaturas próprias nas eleições de 2026, priorizando o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a coligações de esquerda mais competitivas. A decisão foi aprovada pela Executiva Nacional do partido, com o objetivo de derrotar a extrema-direita e o centrão, mesmo que isso signifique uma presença reduzida nas disputas eleitorais.
A estratégia do PSOL busca ampliar a representação de esquerda no Congresso e fortalecer a frente progressista. O partido vai priorizar a unidade em torno de candidaturas mais viáveis, incluindo nomes como Manuela D’Ávila e Áurea Carolina. A resolução reafirma o compromisso do PSOL em atuar na linha de frente contra retrocessos e em favor do povo, mantendo-se como parte da base de sustentação do governo Lula.
Foco em Alianças
A decisão de não lançar candidaturas próprias reflete uma guinada do PSOL em direção à base governista, especialmente após a nomeação de Guilherme Boulos como ministro da Secretaria-Geral da Presidência. O partido também reconhece a importância de superar a cláusula de barreira, que exige um mínimo de 2,5% dos votos válidos em nove estados, para garantir acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV.
Além disso, o PSOL pretende realizar pesquisas internas para avaliar sua imagem e desempenho, com o intuito de aprimorar a comunicação de sua agenda política. A federação com a Rede Sustentabilidade, formada em 2022, tem sido uma estratégia para driblar a cláusula de barreira, permitindo que as duas legendas somem seus desempenhos eleitorais.
Com essa nova postura, o PSOL se prepara para um cenário eleitoral desafiador, focando em alianças que possam garantir uma representação mais significativa da esquerda no parlamento.
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