O shutdown nos Estados Unidos alcançou 36 dias, tornando-se o mais longo da história do país. A paralisação é resultado de um impasse entre o presidente Donald Trump e o Congresso sobre o orçamento, impactando diretamente a economia e serviços essenciais. Estima-se que as perdas econômicas já ultrapassem US$ 15 bilhões (aproximadamente R$ 80,45 bilhões) por semana, com cerca de 750 mil trabalhadores não essenciais em licença não remunerada.
A situação se agravou após a rejeição de uma proposta no Senado que permitiria a continuidade do orçamento até 21 de novembro. A discordância principal gira em torno da prorrogação dos créditos fiscais da Affordable Care Act, que os democratas defendem. Trump acusa a oposição de tentar conceder benefícios a imigrantes indocumentados, enquanto os democratas responsabilizam os republicanos pela paralisação.
Impactos Diretos
Funcionários essenciais, como militares e agentes de segurança, continuam a trabalhar sem remuneração. Para mitigar essa situação, o bilionário Timothy Mellon doou US$ 130 milhões para garantir o pagamento dos salários dos militares. Além disso, mais de 40 milhões de pessoas dependentes do programa de assistência alimentar SNAP enfrentam interrupções, recebendo apenas metade do valor habitual em novembro.
Os impactos também são visíveis em setores como transporte e turismo, com interrupções em voos e ferrovias, que podem resultar em custos de até US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,29 bilhões) por semana. Especialistas alertam que, se o impasse continuar, investidores estrangeiros podem retirar capital de mercados emergentes devido à falta de dados econômicos.
Cenário Político
A pesquisa da NBC News revela que 52% dos eleitores culpam Trump e os republicanos pela situação, enquanto 42% atribuem a responsabilidade aos democratas. O fechamento do governo, que começou em 1º de outubro, é o primeiro desde 2019 e destaca as tensões políticas que persistem em Washington.
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