A defesa de Jair Bolsonaro (PL) apresentou um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ex-presidente continue em prisão domiciliar. O argumento central é o quadro clínico de alta complexidade que ele enfrenta, que inclui comorbidades cardíacas, pulmonares e gastrointestinais, além do risco de mal súbito.
Desde 4 de agosto, Bolsonaro cumpre pena em casa após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O relatório médico anexado ao pedido detalha que o ex-mandatário apresenta sequelas graves da facada que sofreu em 2018, o que exige acompanhamento médico contínuo e tratamento especializado.
Condições de Saúde
Segundo a defesa, Bolsonaro apresenta sequelas permanentes do atentado, como episódios súbitos de obstrução intestinal e dor abdominal intensa. O ex-presidente também sofre de doenças respiratórias que aumentam o risco de pneumonia e outras complicações pulmonares. Os exames revelaram alterações nos pulmões e sinais de congestão, o que agrava sua vulnerabilidade.
Adicionalmente, ele enfrenta um quadro de apneia do sono grave, necessitando do uso contínuo de um aparelho CPAP. Também foi diagnosticado com gastrite e câncer de pele, tendo passado por procedimentos cirúrgicos recentemente. A defesa argumenta que todas essas condições requerem um acompanhamento multidisciplinar e infraestrutura adequada para tratamento.
Justificativa da Defesa
Os advogados de Bolsonaro sustentam que as necessidades de saúde do ex-presidente são incompatíveis com o ambiente prisional. Eles afirmam que o cumprimento da pena em casa é a única alternativa viável, considerando a gravidade das condições médicas. O STF deve decidir sobre o pedido em breve, uma vez que os prazos para recursos se encerram na próxima semana.
Entre na conversa da comunidade