A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi confirmada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na madrugada deste sábado, 22 de novembro. A decisão se baseia em uma suposta tentativa de fuga, que poderia ser facilitada por uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, para ocorrer em frente ao condomínio onde ele reside.
De acordo com Moraes, a vigília, marcada para as 19h deste sábado, poderia comprometer o cumprimento de medidas judiciais. A Polícia Federal identificou que a aglomeração de pessoas poderia facilitar a fuga de Bolsonaro. Além disso, foi relatada uma suposta violação da tornozeleira eletrônica do ex-presidente, ocorrida às 0h08 do mesmo dia, indicando uma intenção de romper o equipamento.
Possível Refúgio
O ministro também sugeriu que Bolsonaro poderia tentar se refugiar na embaixada dos Estados Unidos, localizada a cerca de 13 quilômetros de seu condomínio. Atualmente, o ex-presidente está detido em uma cela especial na sede da Polícia Federal, onde só pode receber visitas de advogados e médicos.
A audiência de custódia está agendada para este domingo, 23 de novembro, às 12h. Em resposta à situação, Moraes convocou uma sessão extraordinária da Primeira Turma do STF para a próxima segunda-feira, 24 de novembro, com o objetivo de referendar a decisão de prisão preventiva de Bolsonaro. A turma conta com ministros que costumam apoiar as medidas de Moraes contra o ex-presidente e seus aliados.
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