O primeiro-ministro e o premiê de Alberta anunciaram um acordo energético centrado na construção de um novo gasoduto de óleo pesado até a costa do Pacífico, aliado a investimentos em energia nuclear e datacenters. Carney afirmou que a medida prepara uma transformação industrial, enquanto Smith destacou o potencial de atrair investimentos para Alberta. O anúncio ocorreu após semanas de negociações entre Ottawa e Edmonton.
O acordo prevê a possível isenção da moratória de navios na costa e de emissões para o projeto, em troca de o governo provincial elevar o preço do carbono industrial e investir em um megaprojeto de captura de carbono. Nenhuma empresa mostrou interesse em financiar o gasoduto, sinalizando resistência de investidores.
O avanço enfrenta forte oposição de British Columbia e de comunidades de First Nations no Pacífico. O governo de BC rejeita o novo gasoduto, defendendo a expansão da já existente Trans Mountain. Líderes indígenas afirmaram entender que o projeto não avançará sem consentimento inequívoco, ressaltando riscos ambientais e de impactos territoriais.
Reações e entraves políticos
Críticos dentro do próprio partido Liberal questionam o alinhamento com a agenda climática. A mudança de posicionamento de Carney, anteriormente ligado a metas de zero émissions, gerou tensões internas. As lideranças de First Nations reiteraram que não permitirão ocupação de suas terras ou riscos ao ecossistema costeiro.
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