A corrida de Jorge Messias para reverter a forte resistência do Senado ganhou contornos de missão de risco. A sabatina está marcada para 10 de dezembro, restando cerca de duas semanas para articulações. O advogado-geral da União buscará apoio de bancadas para chegar aos 41 votos necessários.
O calendário imposto por Davi Alcolumbre, presidente do Senado, já gerava mal-estar entre o Planalto, Lula e o Congresso. A distância do presidente do Senado e a queda de apoio de Rodrigo Pacheco, previamente cotado para ocupar a vaga, elevam a tensão entre os envolvidos.
Interlocutores lembram que o périplo de beija-mão envolve 81 senadores em curto espaço de tempo, tarefa considerada difícil. Além disso, investigações de emendas e restrições a pagamentos criam um clima de irritação que pode atrapalhar a costura necessária.
Movimentações políticas
PSD e MDB, que somam 25 senadores, devem se reunir para decidir a posição de suas bancadas. A meta é avaliar disposição de apoio a Messias e calibrar o impacto eleitoral de uma decisão favorável ao indicado.
O Planalto planeja usar Pacheco como peça estratégica, esperando que o ex-presidente da Casa atue para reduzir ruídos. A ideia é manter o governo alinhado com o Senado durante o processo, sem antecipar posições públicas.
A avaliação de senadores ouvidos por veículos aponta que, se a votação ocorresse hoje, o placar seria apertado. Com a janela de ação reduzida, Messias chega à fase decisiva ainda sob o escrutínio do Congresso.
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